Virtude essencial para lidar bem com a realidade, sem perder a capacidade de agir e melhorar.
Essa é uma das virtudes mais importantes que temos que aprender: a aceitar a vida como ela é. Como já citado em meu livro Revolução das Virtudes: “aceitar a vida não é aceitar as coisas como você quer, é entender que devemos continuar sempre trabalhando para o melhor sem ter certeza do que vai acontecer, e lidar bem com o que já aconteceu. A maioria das pessoas em depressão não aceita suas vidas nas circunstâncias em que se encontram. Deseje o futuro, esqueça o passado e viva o aqui e agora”.
Aceitar não é ser conformista, e sim aceitar o que não dá para ser mudado.
Essa é a grande diferença entre aceitar a vida e se conformar com os problemas. Como pode alguém não aceitar as suas perdas, se nelas estão os aprendizados que precisamos? Não aceitar isso é acreditar que não se precisa aprender nada. Achar que aquela situação não está no seu controle, no seu planejamento, mas que deveria estar, é pura arrogância.
Não dá para mudar coisas que são imutáveis, por exemplo, a morte de alguém! Dá para a gente mudar isso? Não dá! E quando a gente não aceita algo que não dá para ser mudado, tomamos dois caminhos: ou nós ficamos com raiva e ódio, ou entramos na tristeza, podendo levar à depressão. Tudo isso porque nós não temos a virtude da aceitação.
A aceitação é um dos principais motivos da neurose humana. Ela vem do orgulho, da necessidade de importância, da arrogância diante da vida.
“Eu não aceito que a pessoa amada me deixou. Eu não aceito que a minha empresa faliu. Eu não aceito o meu corpo. Eu não aceito as minhas origens. Eu não aceito que aquela pessoa morreu.” Essas coisas não estão em suas mãos.
Você pode fazer de tudo para mudar as coisas, contudo, certas delas não podem ser mudadas. E é nesse ponto que temos que trabalhar a aceitação.
Não se trata de ser conformista; ao contrário, pois o conformista não muda o que é possível mudar, e quem não tem aceitação não se conforma em não conseguir mudar o impossível.
O conformado é o contrário de ter aceitação. Tem coisas que ele pode mudar na vida dele. E ele entra em uma zona de conforto, em uma posição de vítima, culpando todo mundo e a todos. Culpa o governo, os pais, o marido, a esposa, os filhos, a situação, o dinheiro... Tudo. Já quem tem aceitação não culpa ninguém e entra em ação para mudar o que dá para ser mudado; e o que não dá, simplesmente aceita.
Para o conformista, o problema é a falta da virtude da responsabilidade, que é a virtude que você vai estudar mais à frente. Aceitação não é ser conformista. Aceitação é aceitar a vida como ela é. A maioria das neuroses humanas vem do indivíduo não ter a virtude da aceitação. O arrogante quer que as coisas saiam como ele planejou.
Como mecanismo de sobrevivência primitiva temos a tendência de ter controle sobre as coisas. Nós não podemos ter controle sobre as coisas. Nós temos que planejar e dar o melhor de nós. Porém os resultados de nossos esforços não estão no nosso controle. As pessoas controladoras são pessoas neuróticas.
Normalmente elas estão paradas na sua fase anal — que é o desenvolvimento do controle, da independência, da relação com o dinheiro, com o pai. Pessoas que tiveram abandono paterno não tiveram reconhecimento nessa fase da infância e, portanto, têm a tendência de desenvolver um controle sobre as coisas.
A pessoa tem a falsa ideia de que se ela controlar as coisas, nada de mal vai acontecer, só as coisas boas vão acontecer. Isso não é verdade. Nós temos apenas que dar o nosso melhor e aceitar o fluxo natural da vida. A vida muitas vezes tem um destino para a gente, tem um caminho a ser trilhado, porém, se tentamos controlar, não conseguimos enxergar as coisas boas ao nosso redor.
Com a minha arrogância, o meu orgulho quer o sucesso, a fama, quer ser rico, reconhecido, quer muita coisa e deseja muita coisa. E nesse desejo, a pessoa não consegue enxergar a si mesma, porque o orgulho dela está sempre na frente. Ela está sempre querendo, querendo, querendo...
Você pode estar se perguntando: “então não temos que desejar?”. Sim, você tem que desejar as coisas para o seu bem, para a sua família, para o seu próximo; principalmente para o seu próximo.
Mas veja o que você quer. Se, no fundo, as coisas que você está desejando ou o que você está querendo é sempre algo voltado a ter importância para as pessoas. Por exemplo, fama e dinheiro são coisas que vão te enaltecer para conseguir ganhar reconhecimento, poder e dominância. Por essas coisas, o seu desejo é primitivo.
E aí, quando essas coisas não acontecem, você entra no ódio ou na depressão, pois isso significa que você não teve importância e as coisas saíram do seu controle. E o arrogante não admite que as coisas saiam do seu controle.
O controlador quer que todas as pessoas façam o que ele deseja, mesmo sem dizer às pessoas o que fazer. Ele não quer que nada saia do seu planejamento. Isso é loucura. Isso é neurose.
Se você se identifica como um controlador, ou você identifica pessoas controladoras que querem controlar tudo na própria vida e quer controlar a vida das outras pessoas, entenda: esse sistema é para evitar a dor. Alguma dor interna, do passado, que inconscientemente faz acreditar que se tiver o controle, pode evitar de passar por essa dor novamente, pode evitar o sofrimento, não sentir angústia. A vida é caos. A dor faz parte da vida!
Então evitar a dor, é evitar a vida. Pense nisso!
As pessoas que ficam controlando as coisas são pessoas com medo, com dúvida, com falta de fé. A fé é extremamente importante, está ligada na virtude da aceitação. A perseverança é uma outra grande parceira da aceitação. Porque o indivíduo que tem aceitação, aceita o fluxo da vida, ele aceita os acontecimentos da vida.
Se algo deu errado, “que se dane, vamos tentar de novo; vou tentar uma outra coisa”. Tem pessoas que param no primeiro fracasso. A coisa deu errado, a pessoa para no sofrimento e no vitimismo. “Ah, meu Deus, coitado de mim, eu sou péssimo”. E começa a se julgar, a se culpar. Ele entra em um looping negativo, só de fracasso. E isso ocorre porque ele não aceitou! Não aceitou que algo deu errado, que saiu do seu planejamento; simplesmente aceite e fique de boa.
Lute pelas coisas, mas se não acontecer, escute a vida. Temos que escutar a vida. Às vezes, uma coisa que você acha que é muito boa pode ser o caminho errado da sua vida.
Eu gosto de me colocar como exemplo, pois isso é ser humano é realidade e digo: “muitas coisas deram errado na minha vida; hoje eu olho para trás e digo: graças a Deus que deu errado! Eu fali uma empresa de brinquedos, tive vários projetos na vida que não deram certo. E se eles tivessem dado certo, eu não estaria aqui hoje realizando o meu propósito! Eu não estaria tão pleno, tão completo. Eu estaria perdido!”.
Coisas que dão errado hoje, às vezes estão protegendo o seu futuro, protegendo o seu caminho. Então, o que temos que escutar? A vida.
Às vezes estamos em uma situação que é muito ruim, muito ruim mesmo, mas você só está vendo que é ruim, porque não está acontecendo o que você deseja. Você tem que olhar para cada situação e se perguntar: o que eu tenho que aprender com essa situação? Será que eu sou responsável por estar aqui? O que eu devo fazer de diferente? Qual virtude tenho que aprender nessa situação?
Quem tem a virtude da aceitação está sempre focado no futuro e não no passado; temos que focar no que vamos fazer daqui para frente. Eu olho para o passado só para investigar o que eu fiz de errado, e tudo bem! Mas o arrogante, o orgulhoso, não quer admitir os seus erros, não quer admitir que fez errado. Dói dar o braço a torcer para a vida e para as pessoas.
E quando a gente é orgulhoso demais para dar o braço a torcer, nós nos afundamos no próprio erro, ficamos cegos e o fluxo da vida para, as coisas boas deixam de acontecer.
Você quer que a sua vida ande para a frente? Aceite as coisas do passado e as coisas que não podem ser mudadas!
Tenha autoconhecimento, investigue o seu momento, se acolha e se veja. Olhe tudo o que você não aceitou: a morte de um pai ou de uma mãe, uma decepção no amor, uma violência doméstica, um abuso. Olhe as coisas sobre as quais você é inconformado.
Se você diz: “é um absurdo que aquilo aconteceu comigo”; “é um absurdo que o meu pai e a minha mãe fizeram isso comigo”; “é um absurdo eu ter nascido na favela”; “é um absurdo o meu pai não ter pagado a minha faculdade”. Se você acha que a vida é injusta, você não aceita a sua própria vida, por isso é tão difícil viver nela.
Se algo foi injusto, você aceitando ou não, não vai fazer diferença. Aliás, só vai mudar se você aceitar. Então, a grande mudança da sua vida, a grande cura das neuroses, está em olhar para o nosso passado e aceitar como ele foi. Porque não existe ressignificação. Uma memória é uma memória. A minha mãe me espancava e o meu pai fugiu com outra família? Ok, tenho que aceitar aquilo.
Quando você olha para essas memórias do seu passado, se te dá raiva ou tristeza, você não aceitou aquilo. Você pode estar pensando: “eu vou aceitar que a minha mãe me espancava”. Isso é passado. Você não pode voltar lá no passado e mudar aquilo.
Só que o nosso inconsciente é atemporal. O que é atemporal? Eu acho que eu consigo voltar no passado e mudar as coisas. Só que não consegue, caro aluno, não consegue. Então não adianta você não aceitar o seu passado.
O que eu estou dizendo é que você tem que olhar para estas memórias: “a minha mãe me batia”; o “meu pai nunca me reconheceu”; “o meu pai foi embora”; “eu sofri humilhação na escola”; “eu tinha um corpo, um rosto feio e as pessoas não me aceitavam socialmente”. Então, pegar qualquer coisa que te deixa inconformado, qualquer mal que as pessoas ou a vida fizeram com você, dizer: “já que não posso mudar isso, eu aceito isso! Aceito que a minha mãe não me amou. Aceito que o meu pai não me amou do jeito que eu queria, que eu merecia, mas não aconteceu. E, se não aconteceu, eu aceito. Eu aceito a minha vida como ela foi”.
Todas as vezes que você disser isso, com muita força, você vai trazer a sua mente para o presente. Pensar no seu futuro e pensar sem medo, sem dúvida; sem evitação das coisas do passado.
A minha mãe me batia, o meu pai batia na minha mãe, e ainda quero me relacionar com pessoas violentas, ou acabei me tornando uma pessoa violenta? Com esse histórico, se eu me torno uma pessoa violenta, isso é denominado identificação com o agressor. O nosso inconsciente acha que se eu tiver a mesma forma de quem me agrediu, eu posso me proteger da agressão.
O nosso inconsciente acha que se eu também for ausente com as pessoas, eu estou me defendendo do meu pai ausente. Se eu for violento com as pessoas, eu estou me protegendo da violência do meu pai. Não é verdade. Você só se tornou uma pessoa violenta e ausente. Então perceba as coisas que você passou de dor, angústia e sofrimento na sua vida, e aceite.
Reflita sobre essas perguntas e depois discuta com outras pessoas sobre elas. E se estiver em grupo, discuta cada pergunta com todos do grupo:
Medite sobre as áreas da sua vida onde você luta contra a realidade e visualize-se aceitando as coisas como elas são.
Pergunte-se: “O que estou resistindo em aceitar em minha vida? Será que sou uma pessoa controladora e que tudo do meu jeito?”
Em vez de lutar contra uma situação difícil hoje, pratique aceitar as coisas como elas são, focando no que você pode controlar.
Escreva sobre uma ocasião em que a aceitação trouxe paz à sua vida.
Para te ajudar a afirmar esses pensamentos da Aceitação na sua mente, faça essa afirmação em voz alta várias vezes ao dia:
Essa é uma das virtudes mais importantes que temos que aprender: a aceitar a vida como ela é. Como já citei em meu livro Revolução das Virtudes: “aceitar a vida não é aceitar as coisas como você quer, é entender que devemos continuar sempre trabalhando para o melhor sem ter certeza do que vai acontecer, e lidar bem com o que já aconteceu. A maioria das pessoas em depressão não aceita suas vidas nas circunstâncias em que se encontram. Deseje o futuro, esqueça o passado e viva o aqui e agora”.
Aceitar não é ser conformista, e sim aceitar o que não dá para ser mudado.
Essa é a grande diferença entre aceitar a vida e se conformar com os problemas. Como pode alguém não aceitar as suas perdas, se nelas estão os aprendizados que precisamos? Não aceitar isso é acreditar que não se precisa aprender nada. Achar que aquela situação não está no seu controle, no seu planejamento, mas que deveria estar, é pura arrogância.
Não dá para mudar coisas que são imutáveis, por exemplo, a morte de alguém! Dá para a gente mudar isso? Não dá! E quando a gente não aceita algo que não dá para ser mudado, tomamos dois caminhos: ou nós ficamos com raiva e ódio, ou entramos na tristeza, podendo levar
à depressão. Tudo isso porque nós não temos a virtude da aceitação.
A aceitação é um dos principais motivos da neurose humana. Ela vem do orgulho, da necessidade de importância, da arrogância diante da vida.
Eu não aceito que a pessoa amada me deixou. Eu não aceito que a minha empresa faliu. Eu não aceito o meu corpo. Eu não aceito as minhas origens. Eu não aceito que aquela pessoa morreu. Essas coisas não estão em suas mãos!
Você pode fazer de tudo para mudar as coisas, contudo, certas delas não podem ser mudadas. E é nesse ponto que temos que trabalhar a aceitação.
Não se trata de ser conformista; ao contrário, pois o conformista não muda o que é possível mudar, e quem não tem aceitação não se conforma em não conseguir mudar o impossível.
O conformado é o contrário de ter aceitação. Tem coisas que ele pode mudar na vida dele. E ele entra em uma zona de conforto, em uma posição de vítima, culpando todo mundo e a todos. Culpa o governo, os pais, o marido, a esposa, os filhos, a situação, o dinheiro... Tudo. Já quem tem aceitação não culpa ninguém e entra em ação para mudar o que dá para ser mudado; e o que não dá, simplesmente aceita.
Para o conformista, o problema é a falta da virtude da responsabilidade, que é a virtude que você vai estudar mais à frente. Aceitação não é ser conformista. Aceitação é aceitar a vida como ela é. A maioria das neuroses humanas vem do indivíduo não ter a virtude da aceitação. O arrogante quer que as coisas saiam como ele planejou.
Como mecanismo de sobrevivência primitiva temos a tendência de ter controle sobre as coisas. Nós não podemos ter controle sobre as coisas. Nós temos que planejar e dar o melhor de nós. Porém os resultados de nossos esforços não estão no nosso controle. As pessoas controladoras são pessoas neuróticas.
Normalmente elas estão paradas na sua fase anal que é o desenvolvimento do controle, da independência, da relação com o dinheiro, com o pai. Pessoas que tiveram abandono paterno não tiveram reconhecimento nessa fase da infância e, portanto, têm a tendência de desenvolver um controle sobre as coisas.
A pessoa tem a falsa ideia de que se ela controlar as coisas, nada de mal vai acontecer, só as coisas boas vão acontecer. Isso não é verdade. Nós temos apenas que dar o nosso melhor e aceitar o fluxo natural da vida. A vida muitas vezes tem um destino para a gente, tem um caminho a ser trilhado, porém, se tentamos controlar, não conseguimos enxergar as coisas boas ao nosso redor.
Com a minha arrogância, o meu orgulho quer o sucesso, a fama, quer ser rico, reconhecido, quer muita coisa e deseja muita coisa. E nesse desejo, a pessoa não consegue enxergar a si mesma, porque o orgulho dela está sempre na frente. Ela está sempre querendo, querendo, querendo...
Você pode estar se perguntando: “então não temos que desejar?”. Sim, você tem que desejar as coisas para o seu bem, para a sua família, para o seu próximo; principalmente para o seu próximo.
Mas veja o que você quer. Se, no fundo, as coisas que você está desejando ou o que você está querendo é sempre algo voltado a ter importância para as pessoas. Por exemplo, fama e dinheiro são coisas que vão te enaltecer para conseguir ganhar reconhecimento, poder e dominância. Por essas coisas, o seu desejo é primitivo.
E aí, quando essas coisas não acontecem, você entra no ódio ou na depressão, pois isso significa que você não teve importância e as coisas saíram do seu controle. E o arrogante não admite que as coisas saiam do seu controle.
O arrogante não quer perder o controle das coisas. O controlador quer que todas as pessoas façam o que ele deseja, mesmo sem dizer às pessoas o que fazer. Ele não quer que nada saia do seu planejamento. Isso é loucura. Isso é neurose.
Se você se identifica como um controlador, ou você identifica pessoas controladoras que querem controlar tudo na própria vida e quer controlar a vida das outras pessoas, entenda: esse sistema é para evitar a dor. Alguma dor interna, do passado, que inconscientemente faz acreditar que se tiver o controle, pode evitar de passar por essa dor novamente, pode evitar o sofrimento, não sentir angústia. A vida é caos. A dor faz parte da vida!
Então evitar a dor, é evitar a vida. Pense nisso!
As pessoas que ficam controlando as coisas são pessoas com medo, com dúvida, com falta de fé. A fé é extremamente importante, está ligada na virtude da aceitação. A perseverança é uma outra grande parceira da aceitação. Porque o indivíduo que tem aceitação, aceita o fluxo da vida, ele aceita os acontecimentos da vida.
Se algo deu errado, “que se dane, vamos tentar de novo; vou tentar uma outra coisa”. Tem pessoas que param no primeiro fracasso. A coisa deu errado, a pessoa para no sofrimento e no vitimismo. “Ah, meu Deus, coitado de mim, eu sou péssimo”. E começa a se julgar, a se culpar. Ele entra em um looping negativo, só de fracasso. E isso ocorre porque ele não aceitou! Não aceitou que algo deu errado, que saiu do seu planejamento; simplesmente aceite e fique de boa.
Lute pelas coisas, mas se não acontecer, escute a vida. Temos que escutar a vida. Às vezes, uma coisa que você acha que é muito boa pode ser o caminho errado da sua vida.
Eu gosto de me colocar como exemplo, pois isso é ser humano é realidade e digo: “muitas coisas deram errado na minha vida; hoje eu olho para trás e digo: graças a Deus que deu errado! Eu fali uma empresa de brinquedos, tive vários projetos na vida que não deram certo. E se eles tivessem dado certo, eu não estaria aqui hoje realizando o
meu propósito! Eu não estaria tão pleno, tão completo. Eu estaria perdido!”.
Coisas que dão errado hoje, às vezes estão protegendo o seu futuro, protegendo o seu caminho. Então, o que temos que escutar? A vida.
Às vezes estamos em uma situação que é muito ruim, muito ruim mesmo, mas você só está vendo que é ruim, porque não está acontecendo o que você deseja. Você tem que olhar para cada situação e se perguntar: o que eu tenho que aprender com essa situação? Será que eu sou responsável por estar aqui? O que eu devo fazer de diferente? Qual virtude tenho que aprender nessa situação?
meu propósito! Eu não estaria tão pleno, tão completo. Eu estaria perdido!”.
Coisas que dão errado hoje, às vezes estão protegendo o seu futuro, protegendo o seu caminho. Então, o que temos que escutar? A vida.
Às vezes estamos em uma situação que é muito ruim, muito ruim mesmo, mas você só está vendo que é ruim, porque não está acontecendo o que você deseja. Você tem que olhar para cada situação e se perguntar: o que eu tenho que aprender com essa situação? Será que eu sou responsável por estar aqui? O que eu devo fazer de diferente? Qual virtude tenho que aprender nessa situação?
Quem tem a virtude da aceitação está sempre focado no futuro e não no passado; temos que focar no que vamos fazer daqui para frente. Eu olho para o passado só para investigar o que eu fiz de errado, e tudo bem! Mas o arrogante, o orgulhoso, não quer admitir os seus erros, não quer admitir que fez errado. Dói dar o braço a torcer para a vida e para as pessoas.
E quando a gente é orgulhoso demais para dar o braço a torcer, nós nos afundamos no próprio erro, ficamos cegos e o fluxo da vida para, as coisas boas deixam de acontecer.
Você quer que a sua vida ande para a frente? Aceite as coisas do passado e as coisas que não podem ser mudadas!
Tenha autoconhecimento, investigue o seu momento, se acolha e se veja. Olhe tudo o que você não aceitou: a morte de um pai ou de uma mãe, uma decepção no amor, uma violência doméstica, um abuso. Olhe as coisas sobre as quais você é inconformado.
Se você diz: “é um absurdo que aquilo aconteceu comigo”; “é um absurdo que o meu pai e a minha mãe fizeram isso comigo”; “é um absurdo eu ter nascido na favela”; “é um absurdo o meu pai não ter pagado a minha faculdade”. Se você acha que a vida é injusta, você não aceita a sua própria vida, por isso é tão difícil viver nela.
Se algo foi injusto, você aceitando ou não, não vai fazer diferença. Aliás, só vai mudar se você aceitar. Então, a grande mudança da sua vida, a grande cura das neuroses, está em olhar para o nosso passado e aceitar como ele foi. Porque não existe ressignificação. Uma memória é uma memória. A minha mãe me espancava e o meu pai fugiu com outra família? Ok, tenho que aceitar aquilo.
Quando você olha para essas memórias do seu passado, se te dá raiva ou tristeza, você não aceitou aquilo. Você pode estar pensando: “eu vou aceitar que a minha mãe me espancava”. Isso é passado. Você não pode voltar lá no passado e mudar aquilo.
Só que o nosso inconsciente é atemporal. O que é atemporal? Eu acho que eu consigo voltar no passado e mudar as coisas. Só que não consegue, caro aluno, não consegue. Então não adianta você não aceitar o seu passado.
O que eu estou dizendo é que você tem que olhar para estas memórias: “a minha mãe me batia”; o “meu pai nunca me reconheceu”; “o meu pai foi embora”; “eu sofri humilhação na escola”; “eu tinha um corpo, um rosto feio e as pessoas não me aceitavam socialmente”. Então, pegar qualquer coisa que te deixa inconformado, qualquer mal que as pessoas ou a vida fizeram com você, dizer: “já que não posso mudar isso, eu aceito isso! Aceito que a minha mãe não me amou. Aceito que o meu pai não me amou do jeito que eu queria, que eu merecia, mas não aconteceu. E, se não aconteceu, eu aceito. Eu aceito a minha vida como ela foi”.